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O topo

Eu escalei
Escupi o mundo
A minha imagem e semelhança
Engoli o necessário...

Me fiz assim...

E mesmo assim,
Me sinto sozinho
Ninguém me olha,

De certa forma
Não como sou...

Eu não mudei...

Sou o mesmo merda de sempre

Mas não o merda que acham que sou ...

Sou um sabotador

Um merda,
Um nada...

Pense assim:

Nenhum parasita
Se instala pedindo licença

E eu sou o parasita

Me encosto de canto,
Entro via fumaça,
Na sua respiração
Sou louco o suficiente para estuda-la.

Tudo isso é uma alucinação
De um homem monstro
Já disse, o álcool e outro eu...

Uma coisa boa me aconteceu
Não sei lidar, é claro, fudi com tudo...

Afinal nunca quis ser feliz...


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A árvore que não plantei

 Minha memória anda estranha Lembro de coisas que não sei bem se existiram Com o passado faço barganha Me apego a aquelas que ainda não me fugiram Lembro bem de uma árvore Aquela que nunca plantei  Aquela que não deu gritos  Nos caminhos que nunca andei Lembro do suor da terra E daquele cheiro úmido no ar Todo o céu sem um azul Um único olhar  Ah, o olhar Existem olhares que entram na alma ... Existe algum olhar que te acalma? O olhar que nunca ganhei Lembro bem de uma árvore Aquela que nunca plantei,  Que o fruto não colherei A árvore, tua árvore. Se bem que não existem jardins  na cidade das memórias

Quatro paredes pequenas

O quarto é o mesmo a solidão não, me sinto assim, mesmo acompanhado O quarto é mesmo a sensação é de agrado, mesmo um pouco sufocante Quantas histórias pode ter uma estante? O quarto é o mesmo a fumaça é outra, ainda não sei por que.. Hoje só me movo a reboque. O quarto é o mesmo, as vezes lembro de todos corpos que aqui entraram e nos que não entraram O quarto é o mesmo a palafita não, não sei por que hoje estou aqui na cidade das memórias