Pular para o conteúdo principal

Em um universo (empirico-racional-criticista-natural-educacional-adestrador-libertador-etc) de São Paulo te encontrei

Recebi um correio uma noite destas 
era um embrulho simples 
dizia no verso 
ao garoto perdido, para que se encontrar?
o abri e vi dentro dele um horizonte 
onde dançavam palavras complicadas , meia duzia de livros e um café
entrei sem muito me importar 
(cem dias ...)
o corpo pesa mais aqui 
mas de que vale o ócio?
-ao lobos muito muito, porém-
(vinte dias)
me aventurei e la encontrei um sorriso mais encontrado que o meu,
tudo tão averbal
aqui as palavras são escritas no ar
como fumaça
mas não há cigarros nem ansiedade
apenas um relógio quebrado que segue incessante nas horas que não deve
sobre o norte, o sul o, leste e o oeste
diziam existir o infinito, o espaço
oque é o espaço afinal?
talvez deslumbrado tenha me vendido um pouco demais
me deixaram pensar ,
e esta divida que sufoca?
vem o sorriso me soprar ar ...

afinal isto aqui é real?

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O topo

Eu escalei Escupi o mundo A minha imagem e semelhança Engoli o necessário... Me fiz assim... E mesmo assim, Me sinto sozinho Ninguém me olha, De certa forma Não como sou... Eu não mudei... Sou o mesmo merda de sempre Mas não o merda que acham que sou ... Sou um sabotador Um merda, Um nada... Pense assim: Nenhum parasita Se instala pedindo licença E eu sou o parasita Me encosto de canto, Entro via fumaça, Na sua respiração Sou louco o suficiente para estuda-la. Tudo isso é uma alucinação De um homem monstro Já disse, o álcool e outro eu... Uma coisa boa me aconteceu Não sei lidar, é claro, fudi com tudo... Afinal nunca quis ser feliz...

A árvore que não plantei

 Minha memória anda estranha Lembro de coisas que não sei bem se existiram Com o passado faço barganha Me apego a aquelas que ainda não me fugiram Lembro bem de uma árvore Aquela que nunca plantei  Aquela que não deu gritos  Nos caminhos que nunca andei Lembro do suor da terra E daquele cheiro úmido no ar Todo o céu sem um azul Um único olhar  Ah, o olhar Existem olhares que entram na alma ... Existe algum olhar que te acalma? O olhar que nunca ganhei Lembro bem de uma árvore Aquela que nunca plantei,  Que o fruto não colherei A árvore, tua árvore. Se bem que não existem jardins  na cidade das memórias

Quatro paredes pequenas

O quarto é o mesmo a solidão não, me sinto assim, mesmo acompanhado O quarto é mesmo a sensação é de agrado, mesmo um pouco sufocante Quantas histórias pode ter uma estante? O quarto é o mesmo a fumaça é outra, ainda não sei por que.. Hoje só me movo a reboque. O quarto é o mesmo, as vezes lembro de todos corpos que aqui entraram e nos que não entraram O quarto é o mesmo a palafita não, não sei por que hoje estou aqui na cidade das memórias