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Um ano

Um ano, exatamente um ano
Diria eu que é coecidencia
Que estas coisas não existem , mas é sempre assim
Algo toma conta de mim
Mas melhora no fim

Sou como um foço , um copo mais cheio que vazio , mesmo assim
Olho no espelho e fico assim
Nem pra você nem pra mim
Mas melhora no fim

Um ano , exatamente um ano
Pouco e muito mudou
Os violões pegam poeira e a mente divaga
Mas garanto ,melhora no fim

Um ano exatamente um ano
E construí algo, construí?
Andei por ai , andei?
Progredi , não progredi?
Ah, melhora no fim

Um ano, exatamente um ano
Antes você não estava aqui
Se é que esta (...)
Mas fica assim

E quem sabe , melhore no fim 

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O topo

Eu escalei Escupi o mundo A minha imagem e semelhança Engoli o necessário... Me fiz assim... E mesmo assim, Me sinto sozinho Ninguém me olha, De certa forma Não como sou... Eu não mudei... Sou o mesmo merda de sempre Mas não o merda que acham que sou ... Sou um sabotador Um merda, Um nada... Pense assim: Nenhum parasita Se instala pedindo licença E eu sou o parasita Me encosto de canto, Entro via fumaça, Na sua respiração Sou louco o suficiente para estuda-la. Tudo isso é uma alucinação De um homem monstro Já disse, o álcool e outro eu... Uma coisa boa me aconteceu Não sei lidar, é claro, fudi com tudo... Afinal nunca quis ser feliz...

A árvore que não plantei

 Minha memória anda estranha Lembro de coisas que não sei bem se existiram Com o passado faço barganha Me apego a aquelas que ainda não me fugiram Lembro bem de uma árvore Aquela que nunca plantei  Aquela que não deu gritos  Nos caminhos que nunca andei Lembro do suor da terra E daquele cheiro úmido no ar Todo o céu sem um azul Um único olhar  Ah, o olhar Existem olhares que entram na alma ... Existe algum olhar que te acalma? O olhar que nunca ganhei Lembro bem de uma árvore Aquela que nunca plantei,  Que o fruto não colherei A árvore, tua árvore. Se bem que não existem jardins  na cidade das memórias
Resto Eu sou o resto Deixei a máscara cair Eu não presto Seu menos que Cain, Abel me veria subir Eu sou o vasculho, o resto de entulho, A parte que nada vale  Eu sou menos Getúlio Fascista, funcionário