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A porta esta entre aberta , não é para que entre , mas para te ver na paisagem

Sabe , te deixei ir embora abri a porta E outra companheira entrou , devia ter fechado, pois a felicidade esta aqui companheira de toda vida chegou com rosas e uma armadura Há quem imagine que existem príncipes e só encontrei princesa de sorriso inocente e índole forte E de sua pureza se dissipou a fumaça e posso eu seguir meu caminho a pé, de pé, veja como é... E todos os dias sua voz me envia pelo vento tão distante um calor uma corda para me agarrar Mesmo assim não sai daqui da casa das certezas Sabe te deixei ir embora , abri a porta E outra companheira entrou mas finalmente entendi o que me disse não se trata de trocar ... É a mesma casa ... mas parece outro lugar qualquer mudamos todas as coisas de lugar minha guitarra continua lá... Não se trata de trocar de esquecer, de deletar apenas de outra chance se dar então outra companheira entrou Mas porta desta vez esta entre aberta mande um sinal de fumaça se precisar Afinal, finalmente ...

Corri na chuva para lhe encontrar e disso não me arrependo

Sabe, queria escrever algo pra você Era uma carta ou coisa , Era pra lembrar de quando te conheci . Não sabia bem que era , o que desejava Mas corri  meio a tempestade para encontrar os olhos teus estava lá garota tímida fechada em seu ensejo de bondade e beleza Sentada em uma mesa , lendo um "news " qualquer , Faltava-lhe uma xícara de café para animar a noite, Seria eu? Corri na chuva para lhe encontrar e disso não me arrependo Corri entre as notas daquela musica neoclássica Corri na chuva para lhe encontrar e disso não me arrependo Cada gota d'agua n'aquele dia é um pingo de calor aqui dentro Um pouco de alento sedento para lembrar, pra estar um pouco mais ao lado de ti Depois disso dançamos na chuva , na avenida paulista Descemos a Augusta , e aos poucos me degusta dos lábios teus um pingo de ternura Fomos à minha casa , morada ingrata , invadiu minha solidão Levou-me luz, levou-me sol , levou-me paz , me trouxe você Depois disso estive err...

cantando na chuva

E o mundo todo era secura , seca desde março já não havia flores no jardim mortinhas e murchinhas ,sem uma gota e eu ia me refrescar de tempos em tempos entre um lábio e outro já não sabia mais remar nunca aprendi a nadar para que isso na secura? E o mundo todo era secura , seca desde março mas eu ainda sonhava em velejar uma tempestade d'aquelas em um rio qualquer mas ele secou e virou cicatriz a água era uma atriz e em seu hiato fez-se a pausa de vida para que isso na secura? E o mundo todo era secura , seca desde março E então perdido ouvi o pequeno concerto da chuva e assim desconcertado fugi entre as gotas e encontrei-te bailarina a dama da chuva procurei então suas mão silencio se fez para que isso na secura? E o mundo era todo chuva são as nuvens de dezembro e teus lábios pejoso finalmente se encontram com os meus e o mundo se desfez em água no toque de sua seiva me encontrei de novo como se faz na tempestade? E o mundo era todo chuv...

silencio seletivo...

Logo eu ,que não posso com a solidão ... teu silencio me destrói As vezes o silencio chega em forma de je ne se quoi sem motivo e explicação apenas se perpetua e se aprofunda é como um copo cheio um fosso belo no qual eu nado surdo e desesperado As vezes chega assim de um ato impensado uma colocação errada uma palavra inexata fazendo da vida a errata e neste momento eu grito e mudo novamente Estou assim meio perdido sem minha viola tocar me confinou ao silencio Logo eu, que não posso com a solidão

O alcool e o outro eu

E pela terceira vez estou nesta mesa de bar suplicando por redenção fugindo contra mim Sou um ser de mãos atadas confusas pelas suas próprias desventuras são mortas em ataduras de suposta ternura E novamente  teço laços para me enforcar para rasgar de forma desajeitada Da primeira vez tomei uma dose foi uma facada que me sangrou e tentei assim curar, com um adeus Da segunda vez Tomei uma dose Foi um veneno hostil que me cegou e fez ver o que não existia Da terceira vez Tomei uma dose E lhe feri com balas de dissimulação e de minha perdição Corram, se escondam , me expulsem ele acordou Um ser insano que pouco me convenceu ele acordou Sou eu e não sou ninguém ele acordou Violência, ódio e dor ele acordou Ternura, saudade e abraço ele acordou E quem me da mais um gole ? Então decolo saiu daqui vou para paris , Marte sou político , sábio doutor sou do amor, amo a guerra sou contradição e mentira sou delírio E me odeio um gole mais

Ode a dona do mar

Reverenciem o mar! Pois lá vem sereia Majestade de si menina/mulher segura o mundo todo em suas desajeitadas mãos sereia de cabelos escarlates longos como suas duvidas lindos como seu ser destacando-a no ar , na terra e no mar a coroa de sua alma e altivez de sua posição Da brancura de sua pele se vê a inocência do mundo estampada em um gesto ou dois e nas marcar de suas próprias paixões Mas nos olhos se vê malícia de mulher feita em graça, jogos e distantes da solidão dois planetas negros dos quais raramente se pode explorar Mas lá estão toda a poesia E destes saem seu olhar capaz de dominar todo o mundo porém ternos como naquela noite de outono É enlaço e desembaraço confusão e abraço difusão e palavra e por vezes descaso de teus lábios cor e rosa cor de vida gracejam ao mundo o toque mais terno momentos eternos palavras se modelam ...

"Mais um gole ...mais um gole...mais um ...mais um gole ...mais um gole"

Isso que gritavam no primeiro show do qual consigo me lembrar O álcool , as guitarras , os contra-baixos e a ritmia nada ali devia valer a não ser esta simples frase gritada aos berros do desespero visceral de uma voz viciada "Mais um gole ...mais um gole...mais um ...mais um gole ...mais um gole" Claro que não fazia sentido até me olhar sobre o espelho e perceber que já tomei minha dose de você uma conversa entre seus gracejos em outros braços "Mais um gole ...mais um gole...mais um ...mais um gole ...mais um gole" Posso ver que estas feliz e deveria estar assim menos egoista sentido o mesmo que ti afinal são 300 dias sem você "Mais um gole ...mais um gole...mais um ...mais um gole ...mais um gole" E la vem a confusão esmurro os muros e escalo meus próprios olhos sinto meu peito gritar e queimar as azas voltam a crescer se arrancar de minhas entranhas E vocifero , balbucio , grito , me desespero "Mais um gole ...mais u...