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A velha cidade das memórias

Cheguei de malas as ruas ainda são cinzas as férias acabaram a névoa das sete horas já esfumaçam É pouca coisa mudou esta cidade está empoeirada quanto trabalho a se fazer A velha casa das certezas, abandonada me encontro em um banco qualquer um som vem de longe há um teatro aqui nunca vi A morte nos visita com nova opera suas filhas aqui de novo Tristeza e Solidão estas já vi mais cedo Me sento em um acento ocupado, não existem espaços em um lugar como este por aqui em meu cantil algo com cheiro cortante que deixo rasgar entre os pulmões Moria passa entre os vacantes pedindo um pouco de atenção um copeque no chapéu da senhora Estou de volta a cidade das memórias espero ser bem vindo

Traquinagem de um garoto perdido

Certa vez  achei que havia conquistado a montanha ido longe...chegado em algum lugar Certa vez achei que tinha o mundo em mãos que os versos morreram por inanição Certa vez achei que alcei voo alto senti os céus com pés descalços Certa vez achei que o tempo esperou que a vida me alcançou Desta vez, já sei Subi o muro para cair esboroei os apoios senti meu corpo caindo no tempo de fechar os olhos Acostumado...cai

A porta esta entre aberta , não é para que entre , mas para te ver na paisagem

Sabe , te deixei ir embora abri a porta E outra companheira entrou , devia ter fechado, pois a felicidade esta aqui companheira de toda vida chegou com rosas e uma armadura Há quem imagine que existem príncipes e só encontrei princesa de sorriso inocente e índole forte E de sua pureza se dissipou a fumaça e posso eu seguir meu caminho a pé, de pé, veja como é... E todos os dias sua voz me envia pelo vento tão distante um calor uma corda para me agarrar Mesmo assim não sai daqui da casa das certezas Sabe te deixei ir embora , abri a porta E outra companheira entrou mas finalmente entendi o que me disse não se trata de trocar ... É a mesma casa ... mas parece outro lugar qualquer mudamos todas as coisas de lugar minha guitarra continua lá... Não se trata de trocar de esquecer, de deletar apenas de outra chance se dar então outra companheira entrou Mas porta desta vez esta entre aberta mande um sinal de fumaça se precisar Afinal, finalmente ...

Corri na chuva para lhe encontrar e disso não me arrependo

Sabe, queria escrever algo pra você Era uma carta ou coisa , Era pra lembrar de quando te conheci . Não sabia bem que era , o que desejava Mas corri  meio a tempestade para encontrar os olhos teus estava lá garota tímida fechada em seu ensejo de bondade e beleza Sentada em uma mesa , lendo um "news " qualquer , Faltava-lhe uma xícara de café para animar a noite, Seria eu? Corri na chuva para lhe encontrar e disso não me arrependo Corri entre as notas daquela musica neoclássica Corri na chuva para lhe encontrar e disso não me arrependo Cada gota d'agua n'aquele dia é um pingo de calor aqui dentro Um pouco de alento sedento para lembrar, pra estar um pouco mais ao lado de ti Depois disso dançamos na chuva , na avenida paulista Descemos a Augusta , e aos poucos me degusta dos lábios teus um pingo de ternura Fomos à minha casa , morada ingrata , invadiu minha solidão Levou-me luz, levou-me sol , levou-me paz , me trouxe você Depois disso estive err...

cantando na chuva

E o mundo todo era secura , seca desde março já não havia flores no jardim mortinhas e murchinhas ,sem uma gota e eu ia me refrescar de tempos em tempos entre um lábio e outro já não sabia mais remar nunca aprendi a nadar para que isso na secura? E o mundo todo era secura , seca desde março mas eu ainda sonhava em velejar uma tempestade d'aquelas em um rio qualquer mas ele secou e virou cicatriz a água era uma atriz e em seu hiato fez-se a pausa de vida para que isso na secura? E o mundo todo era secura , seca desde março E então perdido ouvi o pequeno concerto da chuva e assim desconcertado fugi entre as gotas e encontrei-te bailarina a dama da chuva procurei então suas mão silencio se fez para que isso na secura? E o mundo era todo chuva são as nuvens de dezembro e teus lábios pejoso finalmente se encontram com os meus e o mundo se desfez em água no toque de sua seiva me encontrei de novo como se faz na tempestade? E o mundo era todo chuv...

silencio seletivo...

Logo eu ,que não posso com a solidão ... teu silencio me destrói As vezes o silencio chega em forma de je ne se quoi sem motivo e explicação apenas se perpetua e se aprofunda é como um copo cheio um fosso belo no qual eu nado surdo e desesperado As vezes chega assim de um ato impensado uma colocação errada uma palavra inexata fazendo da vida a errata e neste momento eu grito e mudo novamente Estou assim meio perdido sem minha viola tocar me confinou ao silencio Logo eu, que não posso com a solidão

O alcool e o outro eu

E pela terceira vez estou nesta mesa de bar suplicando por redenção fugindo contra mim Sou um ser de mãos atadas confusas pelas suas próprias desventuras são mortas em ataduras de suposta ternura E novamente  teço laços para me enforcar para rasgar de forma desajeitada Da primeira vez tomei uma dose foi uma facada que me sangrou e tentei assim curar, com um adeus Da segunda vez Tomei uma dose Foi um veneno hostil que me cegou e fez ver o que não existia Da terceira vez Tomei uma dose E lhe feri com balas de dissimulação e de minha perdição Corram, se escondam , me expulsem ele acordou Um ser insano que pouco me convenceu ele acordou Sou eu e não sou ninguém ele acordou Violência, ódio e dor ele acordou Ternura, saudade e abraço ele acordou E quem me da mais um gole ? Então decolo saiu daqui vou para paris , Marte sou político , sábio doutor sou do amor, amo a guerra sou contradição e mentira sou delírio E me odeio um gole mais