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O fim do exilio


E tudo voltou
O singelo cidadão chegou aos pés do castelo
E nas portas de seu passado
E prestes a adentrar em seu futuro
Gritou aquele velho nome com certo receio

E então como em um segundo
De mudança
As nuvens se abriram no céu
A chuva não caia mais
Ao menos não mais sobre aquele felizardo plebeu

Do outro lado estava ela
Vindo em sua direção
Parecia demorar tanto
A fada se aproximava milímetro a milímetro

Os portões se abriram e eu a vi
Decidida fada
Com a absolvição em seus braços em forma de um desejado carinho
Seu tom parecia brilhar em mais escarlate
Estava mais forte
Mais fada
Mais mulher

As lagrimas não teriam mais lugar
Mas queriam estar presentes naquele singelo momento
Em tão sublime abraço

O cidadão pode respirar
A vida inflamou seus pulmões
E a beleza irradiou em seu olhar

De repente a caminhada pareceu fazer sentido
Terias de aprender
Terias de lutar ao menos uma vez
Terias de aprender
Terias de escrever
Terias de aprender novamente a ser
O garoto perdido amável que prendeu o sentimento da fada

E novamente
Começamos nossa alucinada dança
Onde o garoto não é mais tão garoto
E a fada não mais delicada
Éramos homem e mulher
Éramos irmão e irmã
Éramos Cidadão e Fada
Somos amor
Do nosso jeito
Sem face, nome apenas com força
Nossa força!!!

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A árvore que não plantei

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O topo

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