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5 anos


E se passam
Uma nova era entra na cidade das memorias
A fada mudou
Anda de coroa e olhar
Sobrevive de pensar

Em seu brilho escarlate há chama
E hoje há nova plebe
E eu em minha velha guarita
Com novo premio em meu baú
Arma velho defeito antigo
Entalhado mas não há mal

Aquele velho orgulho guardado

Hoje  recebo titulo de conquistador
E as terras do norte já não me causam medo
Tento seguir em minha sina
Tento escrever antigas cenas

Mas sempre embriagado
Ao olhar das estrelas
Ouço o vento trazer-me novas palavras da fada

Suposições que já fiz em batalha
Deves esperar
Era oque o tempo me aconselhara
E enquanto isso caminho
Em círculos em nosso sinuoso e belo castelo
Fazendo a guarda de um sorriso

Há uma ferida e um rei n’aquele lugar

Ocorreu a chuva de lagrimas
E revelações afim
O profeta veio até mim
O brilho escarlate o acompanhava
E me fez imaginar

Eu não tenho destino nem mesmo outro lar
Sou assim poeta sozinho
E não consigo outro futuro imaginar

Talvez traga-me o mais certo
Talvez haja outro alguém capaz de despertar o afeto
Que dorme tranquilo
Na casa das certezas
Cercado por minha antiga dona
Velha senhora

A tristeza a caminhar

Enquanto isso imagino
Planejo sem pensar
Serei teu escudo e tua espada
Isto que jurei
E este é meu lugar

Meio bom e meio ruim
Inerte
Existindo
Tendo o brilho escarlate para me trazer euforia
E eu em minha singela poesia

Guerra !!!
Este é meu lugar
Quem sabe um dia haja paz

Mesmo assim uma breve data  trazida pela mesma brisa
me fez imaginar

5 anos !

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A árvore que não plantei

 Minha memória anda estranha Lembro de coisas que não sei bem se existiram Com o passado faço barganha Me apego a aquelas que ainda não me fugiram Lembro bem de uma árvore Aquela que nunca plantei  Aquela que não deu gritos  Nos caminhos que nunca andei Lembro do suor da terra E daquele cheiro úmido no ar Todo o céu sem um azul Um único olhar  Ah, o olhar Existem olhares que entram na alma ... Existe algum olhar que te acalma? O olhar que nunca ganhei Lembro bem de uma árvore Aquela que nunca plantei,  Que o fruto não colherei A árvore, tua árvore. Se bem que não existem jardins  na cidade das memórias

O topo

Eu escalei Escupi o mundo A minha imagem e semelhança Engoli o necessário... Me fiz assim... E mesmo assim, Me sinto sozinho Ninguém me olha, De certa forma Não como sou... Eu não mudei... Sou o mesmo merda de sempre Mas não o merda que acham que sou ... Sou um sabotador Um merda, Um nada... Pense assim: Nenhum parasita Se instala pedindo licença E eu sou o parasita Me encosto de canto, Entro via fumaça, Na sua respiração Sou louco o suficiente para estuda-la. Tudo isso é uma alucinação De um homem monstro Já disse, o álcool e outro eu... Uma coisa boa me aconteceu Não sei lidar, é claro, fudi com tudo... Afinal nunca quis ser feliz...
Resto Eu sou o resto Deixei a máscara cair Eu não presto Seu menos que Cain, Abel me veria subir Eu sou o vasculho, o resto de entulho, A parte que nada vale  Eu sou menos Getúlio Fascista, funcionário