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Será a ultima teoria?



E assim foi :
Anoiteceu na cidade das memórias
E cada tiquetaquear do relógio traz um novo aviso
Ao norte podia-se ouvir  trompetes
Era o golpe !

As espessas paredes caíram
Afunilaram-me com este estranho cabresto que me prego
O chão se abriu

E assim caíram as teorias

Sobre cada tijolo construído há uma pétala e um pena
A pétala para inspirar e a pena para subscrever

E assim eles caíram

Algumas portas se fecharam
E o barco inundava
E assim afundamos?

Serias belo sonhar
Ir tão longe quando não se encontra mais o horizonte
Conhecer o monstro que sopra os ventos e agita as marés

Afundamos?

E assim caíram as teorias

Foi-se o príncipe
Afastei  minha doce heroína
Sobrevivi ao inverno
Toquei o mundo das nuvens
E naufraguei ?

O tiquetaquear do relógio não perdoa

Escondam-se e apeguem em alguma fé
Peguem os traços rabiscados e rasurados de seus sonhos pelo caminho
Fuja mas saiba que nada é seguro

Já é noite na cidade das memórias

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A árvore que não plantei

 Minha memória anda estranha Lembro de coisas que não sei bem se existiram Com o passado faço barganha Me apego a aquelas que ainda não me fugiram Lembro bem de uma árvore Aquela que nunca plantei  Aquela que não deu gritos  Nos caminhos que nunca andei Lembro do suor da terra E daquele cheiro úmido no ar Todo o céu sem um azul Um único olhar  Ah, o olhar Existem olhares que entram na alma ... Existe algum olhar que te acalma? O olhar que nunca ganhei Lembro bem de uma árvore Aquela que nunca plantei,  Que o fruto não colherei A árvore, tua árvore. Se bem que não existem jardins  na cidade das memórias

O topo

Eu escalei Escupi o mundo A minha imagem e semelhança Engoli o necessário... Me fiz assim... E mesmo assim, Me sinto sozinho Ninguém me olha, De certa forma Não como sou... Eu não mudei... Sou o mesmo merda de sempre Mas não o merda que acham que sou ... Sou um sabotador Um merda, Um nada... Pense assim: Nenhum parasita Se instala pedindo licença E eu sou o parasita Me encosto de canto, Entro via fumaça, Na sua respiração Sou louco o suficiente para estuda-la. Tudo isso é uma alucinação De um homem monstro Já disse, o álcool e outro eu... Uma coisa boa me aconteceu Não sei lidar, é claro, fudi com tudo... Afinal nunca quis ser feliz...
Resto Eu sou o resto Deixei a máscara cair Eu não presto Seu menos que Cain, Abel me veria subir Eu sou o vasculho, o resto de entulho, A parte que nada vale  Eu sou menos Getúlio Fascista, funcionário