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5 anos

E se passam Uma nova era entra na cidade das memorias A fada mudou Anda de coroa e olhar Sobrevive de pensar Em seu brilho escarlate há chama E hoje há nova plebe E eu em minha velha guarita Com novo premio em meu baú Arma velho defeito antigo Entalhado mas não há mal Aquele velho orgulho guardado Hoje   recebo titulo de conquistador E as terras do norte já não me causam medo Tento seguir em minha sina Tento escrever antigas cenas Mas sempre embriagado Ao olhar das estrelas Ouço o vento trazer-me novas palavras da fada Suposições que já fiz em batalha Deves esperar Era oque o tempo me aconselhara E enquanto isso caminho Em círculos em nosso sinuoso e belo castelo Fazendo a guarda de um sorriso Há uma ferida e um rei n’aquele lugar Ocorreu a chuva de lagrimas E revelações afim O profeta veio até mim O brilho escarlate o acompanhava E me fez imaginar Eu não tenho destino nem mesmo outro lar Sou assim poeta sozinho E não consigo outro futuro imaginar Talvez traga-me o mais...

O fim do exilio

E tudo voltou O singelo cidadão chegou aos pés do castelo E nas portas de seu passado E prestes a adentrar em seu futuro Gritou aquele velho nome com certo receio E então como em um segundo De mudança As nuvens se abriram no céu A chuva não caia mais Ao menos não mais sobre aquele felizardo plebeu Do outro lado estava ela Vindo em sua direção Parecia demorar tanto A fada se aproximava milímetro a milímetro Os portões se abriram e eu a vi Decidida fada Com a absolvição em seus braços em forma de um desejado carinho Seu tom parecia brilhar em mais escarlate Estava mais forte Mais fada Mais mulher As lagrimas não teriam mais lugar Mas queriam estar presentes naquele singelo momento Em tão sublime abraço O cidadão pode respirar A vida inflamou seus pulmões E a beleza irradiou em seu olhar De repente a caminhada pareceu fazer sentido Terias de aprender Terias de lutar ao menos uma vez Terias de aprender Terias de escrever Terias de aprender novamente a ser O garoto perdido amável q...

Onde esta ? Onde o garoto esta?

Ao abrir os olhos estava n’aquele lugar As paredes sugavam meu ar Pelas janelas apenas se podia ver silhuetas Que só me faziam assustar Onde esta? Onde o garoto esta? As noites eram muito longas E os dias curtos demais E eu apenas escondido atrás de uma cortina qualquer Mais parecia um véu de meu próprio abandono Onde esta? Onde o garoto esta? Tudo era escuro A solidão única singela companheira A me vigiar dia após dia Pois me presenteou com grilhões Abraçando-me a’quele fatídico passado Que nem me lembro mais Onde esta? Onde o garoto esta? Será apenas aquela velha casa escura ? Que guarda consigo suas poucas certezas E lhe da segurança Para cores do mundo não mais olhar Para faces perdidas não encontrar Que lhe protege de toda aquela egregora Da cidade das memórias Onde esta ? Onde o pobre garoto esta? Sim, hoje o garoto esta perdido Onde esta? Onde o garoto esta ?

A musica também lhe move?

E la vem Um sonho moldado em arte e poesia Sim, lhe imaginei tempos atrás E quando chega em sua carruagem Olha-me um tanto quanto acanhada ... A musica também lhe move? ... Tento me aproximar Mais esta melodia em minha mente não existe Os embustes da senhora solidão ainda me seguram Sento-me ao piano Um som de órgão desta vez ... A musica também lhe move? ... E quando sua mente cria algo E das notas do destino Surge uma nova melodia Desta vez em graves de si Sim, eu reparei ... A musica também lhe move? ... Porém sempre temos de rodar sobre o mesmo ciclo E seus olhos não me viram mais As cartas não foram favoráveis a mim Minhas mãos travaram e as palavras não traziam ar Não posso amis tocar ... A musica também lhe move? Vamos dançar?

Um abraço do tamanho certo

E eu juro que fugi Sai de seu reino De sua vista E vivo hoje no silencio E tentei me calar Tentei esquecer Cegar-me Não ser parte desta grande egrégora Ser o exilado do qual me condenaste Mais as lagrimas parecem me contar como esperança E o vento sempre me traz sua voz Seu condeno Eu errei demais por tempo demais E sei disto E justamente isto que me corrói Isto que me mata cada vez mais Uma vírgula por vez Um dia por vez Sinto-me tão fraco Já não sei lutar As armas são feitas de plumas Minhas ilusões diárias a fim de criar algo Espero oque nem mesmo conheço para calar este começo Espero oque sempre tive para cancelar este fim Apenas Espero ... Canto com meu empenado piano Teclas melancólicas atrás de paz Aprendendo que na vida é assim que se faz Se caminha sozinho Sobre a escuridão desta pequena cidade A cidade da memória Que hoje reserva-se quase toda a fada A saudade A perda Governada pela mestra solidão Já gritei corri não pensei me deixei ir E agora me prendo em um grilhão...