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A musica também lhe move?


E la vem
Um sonho moldado em arte e poesia
Sim, lhe imaginei tempos atrás
E quando chega em sua carruagem
Olha-me um tanto quanto acanhada

...

A musica também lhe move?

...

Tento me aproximar
Mais esta melodia em minha mente não existe
Os embustes da senhora solidão ainda me seguram
Sento-me ao piano
Um som de órgão desta vez

...

A musica também lhe move?

...

E quando sua mente cria algo
E das notas do destino
Surge uma nova melodia
Desta vez em graves de si
Sim, eu reparei

...

A musica também lhe move?

...

Porém sempre temos de rodar sobre o mesmo ciclo
E seus olhos não me viram mais
As cartas não foram favoráveis a mim
Minhas mãos travaram e as palavras não traziam ar
Não posso amis tocar

...

A musica também lhe move?
Vamos dançar?

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A árvore que não plantei

 Minha memória anda estranha Lembro de coisas que não sei bem se existiram Com o passado faço barganha Me apego a aquelas que ainda não me fugiram Lembro bem de uma árvore Aquela que nunca plantei  Aquela que não deu gritos  Nos caminhos que nunca andei Lembro do suor da terra E daquele cheiro úmido no ar Todo o céu sem um azul Um único olhar  Ah, o olhar Existem olhares que entram na alma ... Existe algum olhar que te acalma? O olhar que nunca ganhei Lembro bem de uma árvore Aquela que nunca plantei,  Que o fruto não colherei A árvore, tua árvore. Se bem que não existem jardins  na cidade das memórias

O topo

Eu escalei Escupi o mundo A minha imagem e semelhança Engoli o necessário... Me fiz assim... E mesmo assim, Me sinto sozinho Ninguém me olha, De certa forma Não como sou... Eu não mudei... Sou o mesmo merda de sempre Mas não o merda que acham que sou ... Sou um sabotador Um merda, Um nada... Pense assim: Nenhum parasita Se instala pedindo licença E eu sou o parasita Me encosto de canto, Entro via fumaça, Na sua respiração Sou louco o suficiente para estuda-la. Tudo isso é uma alucinação De um homem monstro Já disse, o álcool e outro eu... Uma coisa boa me aconteceu Não sei lidar, é claro, fudi com tudo... Afinal nunca quis ser feliz...
Resto Eu sou o resto Deixei a máscara cair Eu não presto Seu menos que Cain, Abel me veria subir Eu sou o vasculho, o resto de entulho, A parte que nada vale  Eu sou menos Getúlio Fascista, funcionário