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Um abraço do tamanho certo


E eu juro que fugi
Sai de seu reino
De sua vista
E vivo hoje no silencio
E tentei me calar
Tentei esquecer
Cegar-me
Não ser parte desta grande egrégora
Ser o exilado do qual me condenaste
Mais as lagrimas parecem me contar como esperança
E o vento sempre me traz sua voz
Seu condeno

Eu errei demais por tempo demais
E sei disto
E justamente isto que me corrói
Isto que me mata cada vez mais
Uma vírgula por vez
Um dia por vez

Sinto-me tão fraco
Já não sei lutar
As armas são feitas de plumas
Minhas ilusões diárias a fim de criar algo

Espero oque nem mesmo conheço para calar este começo
Espero oque sempre tive para cancelar este fim
Apenas Espero ...

Canto com meu empenado piano
Teclas melancólicas atrás de paz
Aprendendo que na vida é assim que se faz
Se caminha sozinho
Sobre a escuridão desta pequena cidade
A cidade da memória
Que hoje reserva-se quase toda a fada
A saudade
A perda
Governada pela mestra solidão

Já gritei corri não pensei me deixei ir
E agora me prendo em um grilhão
Vendo alguém tão próximo do céu
Alguém com as palavras tuas

E agora eu ainda me engano
Sinceramente só queria um abraço
Um abraço do tamanho certo!

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A árvore que não plantei

 Minha memória anda estranha Lembro de coisas que não sei bem se existiram Com o passado faço barganha Me apego a aquelas que ainda não me fugiram Lembro bem de uma árvore Aquela que nunca plantei  Aquela que não deu gritos  Nos caminhos que nunca andei Lembro do suor da terra E daquele cheiro úmido no ar Todo o céu sem um azul Um único olhar  Ah, o olhar Existem olhares que entram na alma ... Existe algum olhar que te acalma? O olhar que nunca ganhei Lembro bem de uma árvore Aquela que nunca plantei,  Que o fruto não colherei A árvore, tua árvore. Se bem que não existem jardins  na cidade das memórias

O topo

Eu escalei Escupi o mundo A minha imagem e semelhança Engoli o necessário... Me fiz assim... E mesmo assim, Me sinto sozinho Ninguém me olha, De certa forma Não como sou... Eu não mudei... Sou o mesmo merda de sempre Mas não o merda que acham que sou ... Sou um sabotador Um merda, Um nada... Pense assim: Nenhum parasita Se instala pedindo licença E eu sou o parasita Me encosto de canto, Entro via fumaça, Na sua respiração Sou louco o suficiente para estuda-la. Tudo isso é uma alucinação De um homem monstro Já disse, o álcool e outro eu... Uma coisa boa me aconteceu Não sei lidar, é claro, fudi com tudo... Afinal nunca quis ser feliz...
Resto Eu sou o resto Deixei a máscara cair Eu não presto Seu menos que Cain, Abel me veria subir Eu sou o vasculho, o resto de entulho, A parte que nada vale  Eu sou menos Getúlio Fascista, funcionário