Pular para o conteúdo principal

Postagens

Phoenix

  E se levanta Tão lindamente para celebrar o inicio do céu e da terra Já lhe veneraram Do sofrimento se levanta Entre a poeira e tuas cinzas Eu ajoelhado entre abraços e palavras que não mais valiam Era eu aquele que lhe cercava Juntava a cinza fumegante no ar Lutava para reacender aquela chama E assim o fez Renasceu da chama e do caos Herdando força do sol Corroendo a escuridão da terra Renasce em forma de Selkis Exibindo seu veneno e sua benção Com o brilhar d’aqueles olhos Podia reviver o luar neles A união do bem e do mal Lá estava ela tão forte quanto a batalha ... Ruma para o norte e eu ...

Corta aqui ó...

Tenho vontade de fugir Não existem paredes É apenas a carne A alma se afugenta um pouco mais e a vida se torna menos sagaz Tudo por uma guria? Sim novamente Não fiz as pazes comigo mesmo dês da ultima vez É não é mais tão claro o dia Novamente sou eu o ser sozinho se escondendo na escuridão Devorem-me , matem-me O que eu já produzi Não paga oque consumi Sou um peso para mim e para ti Não aguento mais ser esta ancora Delimite-me ,cerque-me, exclua-me,  Perdoe Não acenei bandeira branca com este tal de “eu” dês da ultima vez... Sou uma fita cassete quebrada e embolada que volta e rebobina A mesma parte todos os dias Minha memória não evolui Joguei um ano a mais fora E novamente, o que ganhei? Um abraço um sorriso Um “ah você é tão legal” Não aguento mais isso Não estou mais de bem Cortei a amizade Este tal de poiato pode pegar suas coisas e vazar Por que me usurpe e me usa Este cara ai sentado em frente de ...

Será a ultima teoria?

E assim foi : Anoiteceu na cidade das memórias E cada tiquetaquear do relógio traz um novo aviso Ao norte podia-se ouvir  trompetes Era o golpe ! As espessas paredes caíram Afunilaram-me com este estranho cabresto que me prego O chão se abriu E assim caíram as teorias Sobre cada tijolo construído há uma pétala e um pena A pétala para inspirar e a pena para subscrever E assim eles caíram Algumas portas se fecharam E o barco inundava E assim afundamos? Serias belo sonhar Ir tão longe quando não se encontra mais o horizonte Conhecer o monstro que sopra os ventos e agita as marés Afundamos? E assim caíram as teorias Foi-se o príncipe Afastei  minha doce heroína Sobrevivi ao inverno Toquei o mundo das nuvens E naufraguei ? O tiquetaquear do relógio não perdoa Escondam-se e apeguem em alguma fé Peguem os traços rabiscados e rasurados de seus sonhos pelo caminho Fuja mas saiba que nada é seguro Já é ...

A cortina e o cinza

Sentei-me certa noite ao pé desta escada à lugar algum Abaixo todos os medos contidos de, quem sabe, um futuro Acima a impossibilidade de quem não sabe mais caminhar A minha frente, tão próximo que posso até mesmo tocar... Uma janela coberta pela cortina do novo... Uma fuga, basta saltar Mas a liberdade me afugenta Só posso ver o cinza lá fora E silhuetas olham para dentro Tentam me ver Mas me escondo Queria tirar aquela cortina Talvez fitar os olhos que me procuravam Ver  qualquer outro olhar que não fosse meu Uma voz além do meu pensar Disso não podia murmurar Pois uma sonata soava ao fundo O frio aumentava Notas tão profundas quanto à alma a me buscar Tudo estava tão confuso E eu atrás da cortina Vivendo o cinza Saboreando a fumaça de meus cigarros E as silhuetas continuavam a passar 
Ao pé de uma oliveira um garoto cantarolava com seu bandolim: "As gurias não se entendem, são canções de notas diferentes. Esqueça aquela que ecoou, ouça tudo o que restou. Uma guria com olhos de mar e outra a lhe amar, então vá, esqueça, um livro é formado por capítulos, mas os lidos não formam o fim da história. Um enredo a se abraçar, se entrelaçar em uma única canção, a teoria do início.''

Hiato

E oque foi tudo aquilo? O vaco? O vazio? O fim? Enfim (...) Era guerreiro forte Munido de sentimento e argumento Algo batia dentro, Movia montanhas de tanto sonhar Planava seguros aos braços... E tudo se encaminhava Destino traiçoeiro Jogou cartas e me apostou Apostei e perdi? Corri! Corri! Oque foi toda aquela ira? Um vulcão concentrado de rancor? Enfim me perdi no labirinto de tijolos dourados Prometi-me o sonho Dei-te o pesadelo Ah e como eu amei! E passou-se o dia em que tudo se tornou sol , Em que a lua contemplou aquele pequeno casal Éramos um? E tão forte quanto outro elas vem - PALAVRAS! - PALAVRAS! - PALAVRAS! E como em uma louca ópera O silêncio E se inicia o grande hiato Oque foi tudo aquilo? Despencar, sentia o vento me levava, me levou Confuso derramei nova forma Seria um veneno? Seria uma lagrima? Corri seguia a fumaça Das chamas de suas madeixas escarlate, enfim... ...

Heimdall?

Ajoelhei-me sobre teus pés E guardião nomeou-me Sem espada nem armadura Apenas com a palavra a me guiar Era guerreiro de fé Tão forte quanto à brisa que agitava teus cabelos Apelei aos anjos que me dessem azas E me apoderei um tanto das suas Em mim cresceu vida Armei-me de carinho e dissimulação Esta era minha missão! Continuamos nossa cruzada Carregando-te em meus braços Meus olhos cruzavam os teus Apanhados sem desejos próprios Era eu teu guardião da torre? Teu Uriel? Ou você  a torre, meu sonho imerso no  pesadelo ? Cheguemos mais perto Passo a passo E os darei contigo Estava forte Diante de minha fraqueza O garoto perdido agora tinha lei E caminhei, Caminhei , Em direção do mar além de tuas lagrimas E Guardei , Guardei... Aguardei... À guardei