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Os céus



Tudo era tão lúdico
Minha fuga e minha salvação
Não sabia ao certo oque fazia ali
Tocava as estrelas
E o ar inflamava meus pulmões
Juntos dos teus sussurros que o vento me trazia

Tuas mãos me seguravam
E teceram os laços de cetim
Unindo nossas mãos

Enquanto voávamos pra tão longe de tudo aquilo
Que o passado fazia questão de nos segurar

Nos olhos lagrimas secas
E desta vez surpresa
Não eram pelo estalar do chicote da tristeza
Desta vez são pelo simples olhar de certa fada
Tão profundos e belos em si
Um grande mistério
Nunca se sabe oque pensam
És Guerreira, és bela, és força
Guria, fada, frágil e protetora.
Com um sorriso pronto bem armado
Que me tiram do chão apenas de lembrar

Chão este  d’aquele mundo que abdiquei
Pois hoje viajava pelos céus
Pois hoje viajava n’aquele olhar
Enquanto me carregava
Pelas mãos
Prendendo-nos
Neste lindo laço de cetim

E o cinza se ilumina com sua presença fada
 E hoje és escarlate e vivo
Não existe mais medo
Sou forte
O garoto perdido encontrou a oque seguir
A os céus da fada
A apenas um olhar

O garoto perdido se encontrou
O garoto perdido te encontrou
O garoto perdido se encontrou

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A árvore que não plantei

 Minha memória anda estranha Lembro de coisas que não sei bem se existiram Com o passado faço barganha Me apego a aquelas que ainda não me fugiram Lembro bem de uma árvore Aquela que nunca plantei  Aquela que não deu gritos  Nos caminhos que nunca andei Lembro do suor da terra E daquele cheiro úmido no ar Todo o céu sem um azul Um único olhar  Ah, o olhar Existem olhares que entram na alma ... Existe algum olhar que te acalma? O olhar que nunca ganhei Lembro bem de uma árvore Aquela que nunca plantei,  Que o fruto não colherei A árvore, tua árvore. Se bem que não existem jardins  na cidade das memórias

O topo

Eu escalei Escupi o mundo A minha imagem e semelhança Engoli o necessário... Me fiz assim... E mesmo assim, Me sinto sozinho Ninguém me olha, De certa forma Não como sou... Eu não mudei... Sou o mesmo merda de sempre Mas não o merda que acham que sou ... Sou um sabotador Um merda, Um nada... Pense assim: Nenhum parasita Se instala pedindo licença E eu sou o parasita Me encosto de canto, Entro via fumaça, Na sua respiração Sou louco o suficiente para estuda-la. Tudo isso é uma alucinação De um homem monstro Já disse, o álcool e outro eu... Uma coisa boa me aconteceu Não sei lidar, é claro, fudi com tudo... Afinal nunca quis ser feliz...
Resto Eu sou o resto Deixei a máscara cair Eu não presto Seu menos que Cain, Abel me veria subir Eu sou o vasculho, o resto de entulho, A parte que nada vale  Eu sou menos Getúlio Fascista, funcionário