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Tempo juiz!!!

Tik tak, Tik tak…

Os lentos passos do juiz soam  por todo quarto. A ponto de cantar teu veredicto de restituição, ou será de destruição?

Tik tak, Tik tak…

O passado se aproxima ligeiramente, trazendo consigo marcas antes cicatrizadas, trazendo as memórias mal faladas… palavras aprisionadas...

Tik tak, Tik tak…

O martelo do juiz cai incessantemente, julgando a vida, levando-a constantemente em saída… envelhecendo a cada batida…

Tik tak, Tik tak…

Assume-se a carapuça de carrasco, aprisionando-nos n’uma única chance irrevogável e irretroativa… tão fora de alcance…

 Tik tak, Tik tak…

 Contabilizam-se as lágrimas transcritas em tantas outras paginas, todas arquivadas no meu pobre processo, sinto como se o mundo se mantive se em recesso…

Tik tak,Tik tak…

Julgou-se com uma nova face, desencadeando assim uma nova fase, mais positiva que as ultimas que se passaram… Como será que me julgarão?

Tik tak, Tik tak…

Agora veste-se com a mascara de justo, visando a jura que se perdeu, trazendo aos poucos o que deverias ser meu ,pagos em tristezas com palavras, tão bem ou mal interpretadas….

Tik tak, Tik tak…

O ultimo bater do martelo, trazendo assim um horizonte mais belo ,com uma oportunidade sobre o desejo, que a tanto pelejo, um resultado inesperado, o júri abriu o pensamento, que dês de sempre esteve fechado….

Tik tak, Tik tak…

Os lentos passos do juiz soam  por todo quarto…

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O topo

Eu escalei Escupi o mundo A minha imagem e semelhança Engoli o necessário... Me fiz assim... E mesmo assim, Me sinto sozinho Ninguém me olha, De certa forma Não como sou... Eu não mudei... Sou o mesmo merda de sempre Mas não o merda que acham que sou ... Sou um sabotador Um merda, Um nada... Pense assim: Nenhum parasita Se instala pedindo licença E eu sou o parasita Me encosto de canto, Entro via fumaça, Na sua respiração Sou louco o suficiente para estuda-la. Tudo isso é uma alucinação De um homem monstro Já disse, o álcool e outro eu... Uma coisa boa me aconteceu Não sei lidar, é claro, fudi com tudo... Afinal nunca quis ser feliz...

A árvore que não plantei

 Minha memória anda estranha Lembro de coisas que não sei bem se existiram Com o passado faço barganha Me apego a aquelas que ainda não me fugiram Lembro bem de uma árvore Aquela que nunca plantei  Aquela que não deu gritos  Nos caminhos que nunca andei Lembro do suor da terra E daquele cheiro úmido no ar Todo o céu sem um azul Um único olhar  Ah, o olhar Existem olhares que entram na alma ... Existe algum olhar que te acalma? O olhar que nunca ganhei Lembro bem de uma árvore Aquela que nunca plantei,  Que o fruto não colherei A árvore, tua árvore. Se bem que não existem jardins  na cidade das memórias
Resto Eu sou o resto Deixei a máscara cair Eu não presto Seu menos que Cain, Abel me veria subir Eu sou o vasculho, o resto de entulho, A parte que nada vale  Eu sou menos Getúlio Fascista, funcionário