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A caminho de uma nova queda!

Talvez seja  como Icaro e suas asas de cera ….
Alço-me em sonhos que não posso realizar…
Perco-me no pouco sucesso até o sol me encontrar..
E lançar-me ao chão com força para matar…
Mas sobrevivo e ponho-me novamente a tentar...
Pois quem tem o direito de privar-me o sonho?
Mas talvez a realidade tenha o direito de privar-me o voo …
Mesmo assim saltarei mais uma vez …
Se tiver forças pois ….
As feridas são tantas não sei se vou aguentar me levantar de novo…
Mas insisto… mas insisto…
Vamos contra vento… vamos quando  já é lua ….

Mas das asas... destas não desistirei … enquanto resistir a queda tentarei !!!

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O topo

Eu escalei Escupi o mundo A minha imagem e semelhança Engoli o necessário... Me fiz assim... E mesmo assim, Me sinto sozinho Ninguém me olha, De certa forma Não como sou... Eu não mudei... Sou o mesmo merda de sempre Mas não o merda que acham que sou ... Sou um sabotador Um merda, Um nada... Pense assim: Nenhum parasita Se instala pedindo licença E eu sou o parasita Me encosto de canto, Entro via fumaça, Na sua respiração Sou louco o suficiente para estuda-la. Tudo isso é uma alucinação De um homem monstro Já disse, o álcool e outro eu... Uma coisa boa me aconteceu Não sei lidar, é claro, fudi com tudo... Afinal nunca quis ser feliz...

A árvore que não plantei

 Minha memória anda estranha Lembro de coisas que não sei bem se existiram Com o passado faço barganha Me apego a aquelas que ainda não me fugiram Lembro bem de uma árvore Aquela que nunca plantei  Aquela que não deu gritos  Nos caminhos que nunca andei Lembro do suor da terra E daquele cheiro úmido no ar Todo o céu sem um azul Um único olhar  Ah, o olhar Existem olhares que entram na alma ... Existe algum olhar que te acalma? O olhar que nunca ganhei Lembro bem de uma árvore Aquela que nunca plantei,  Que o fruto não colherei A árvore, tua árvore. Se bem que não existem jardins  na cidade das memórias
Resto Eu sou o resto Deixei a máscara cair Eu não presto Seu menos que Cain, Abel me veria subir Eu sou o vasculho, o resto de entulho, A parte que nada vale  Eu sou menos Getúlio Fascista, funcionário