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Destino mantenha distancia

Paro e vejo todo o jogo que me rodeia
até onde será bom para mim?
o que desejei hoje esta quase em meus braços…
montou-se entre notas de sétima
agudas e lindas a sua forma …
montou-se no final de duas pobres histórias …
pela primeira vez não faço as coisas a nossa maneira …
talvez seja melhor assim …
talvez deva avançar como a fera sedenta que existe aqui …
talvez deva recuar e  deixar como deseja estar …
até onde esta ultima frase foi o medo quem me fez falar?
pois temo mais que vivo ,temo a rejeição
temo a mudança
vivo afim de que não haja esperança
para que não mais iludir …
mas o que ha em mim ?
este sangue jovem só me faz sentir …mentir… talvez possa ser….
mas devo me controlar...
destino mantenha distancia
pois opera-me ao erro
a perda que jamais terei
ao acerto que jamais farei
destino mantenha distancia
ou viva a nossa maneira
siga apenas nossos passos
destino mantenha distancia ou me prove que pode ser !!!

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O topo

Eu escalei Escupi o mundo A minha imagem e semelhança Engoli o necessário... Me fiz assim... E mesmo assim, Me sinto sozinho Ninguém me olha, De certa forma Não como sou... Eu não mudei... Sou o mesmo merda de sempre Mas não o merda que acham que sou ... Sou um sabotador Um merda, Um nada... Pense assim: Nenhum parasita Se instala pedindo licença E eu sou o parasita Me encosto de canto, Entro via fumaça, Na sua respiração Sou louco o suficiente para estuda-la. Tudo isso é uma alucinação De um homem monstro Já disse, o álcool e outro eu... Uma coisa boa me aconteceu Não sei lidar, é claro, fudi com tudo... Afinal nunca quis ser feliz...

A árvore que não plantei

 Minha memória anda estranha Lembro de coisas que não sei bem se existiram Com o passado faço barganha Me apego a aquelas que ainda não me fugiram Lembro bem de uma árvore Aquela que nunca plantei  Aquela que não deu gritos  Nos caminhos que nunca andei Lembro do suor da terra E daquele cheiro úmido no ar Todo o céu sem um azul Um único olhar  Ah, o olhar Existem olhares que entram na alma ... Existe algum olhar que te acalma? O olhar que nunca ganhei Lembro bem de uma árvore Aquela que nunca plantei,  Que o fruto não colherei A árvore, tua árvore. Se bem que não existem jardins  na cidade das memórias
Resto Eu sou o resto Deixei a máscara cair Eu não presto Seu menos que Cain, Abel me veria subir Eu sou o vasculho, o resto de entulho, A parte que nada vale  Eu sou menos Getúlio Fascista, funcionário