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Apenas mais um instrumento na estante

Mais uma vez vejo você compor a alguém que nem ao menos se da ao trabalho de ouvir…

Algo ferve aqui dentro ao ver tal triste cena… Algo me faz desejar… algo me faz pensar… talvez seja…

INVEJA!!!

Poucas vezes não fui soberbo e admiti que desejaria ser qualquer um menos este que sou … afinal o que hoje sou para você???

Notas perdidas… musicas a serem acabadas… apenas mais um instrumento se empoeirando na sua estante…

Sinceramente sei que fico  bem lá… mais não consigo esquecer a ideia de me libertar de ser alguém, de finalmente experimentar a luz  que todos chamam de felicidade… tão distante … guardada em fotos escondidas nas gavetas de seu quarto …

Sou o ultimo instrumento de sentimento… que desejas entre notas desajeitadas tocar teus lábios… e ganhar tua fala… teu compor…

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O topo

Eu escalei Escupi o mundo A minha imagem e semelhança Engoli o necessário... Me fiz assim... E mesmo assim, Me sinto sozinho Ninguém me olha, De certa forma Não como sou... Eu não mudei... Sou o mesmo merda de sempre Mas não o merda que acham que sou ... Sou um sabotador Um merda, Um nada... Pense assim: Nenhum parasita Se instala pedindo licença E eu sou o parasita Me encosto de canto, Entro via fumaça, Na sua respiração Sou louco o suficiente para estuda-la. Tudo isso é uma alucinação De um homem monstro Já disse, o álcool e outro eu... Uma coisa boa me aconteceu Não sei lidar, é claro, fudi com tudo... Afinal nunca quis ser feliz...

A árvore que não plantei

 Minha memória anda estranha Lembro de coisas que não sei bem se existiram Com o passado faço barganha Me apego a aquelas que ainda não me fugiram Lembro bem de uma árvore Aquela que nunca plantei  Aquela que não deu gritos  Nos caminhos que nunca andei Lembro do suor da terra E daquele cheiro úmido no ar Todo o céu sem um azul Um único olhar  Ah, o olhar Existem olhares que entram na alma ... Existe algum olhar que te acalma? O olhar que nunca ganhei Lembro bem de uma árvore Aquela que nunca plantei,  Que o fruto não colherei A árvore, tua árvore. Se bem que não existem jardins  na cidade das memórias
Resto Eu sou o resto Deixei a máscara cair Eu não presto Seu menos que Cain, Abel me veria subir Eu sou o vasculho, o resto de entulho, A parte que nada vale  Eu sou menos Getúlio Fascista, funcionário